LAHORE - As autoridades do Paquistão disseram nesta segunda-feira, 5, ter prendido 12 pessoas suspeitas de estarem ligadas aos ataques suicidas que mataram 50 pessoas e feriram mais de 200 em um templo na cidade de Lahore, informa a rede de notícias CNN. Armas e munição foram apreendidas durante as buscas em dois bairros da cidade, informou a Polícia.
As autoridades planejam realizar uma reunião emergencial de segurança ainda nesta segunda para discutir maneiras de combater os ataques dos militantes. O primeiro-ministro paquistanês, Sayed Yusuf Raza Gilani, pediu a reunião no sábado, dizendo que o país não pode mais continuar "sofrendo com o terrorismo".
Com as reclamações da população crescendo, os políticos e a Polícia estão sob grande pressão para mostrar resultados da luta contra o terrorismo depois dos ataques de quinta. Na ocasião, dois suicidas detonaram seus explosivos em um templo sufi. Um deles explodiu na parte de fora do complexo, e o outro explodiu no subsolo.
A província de Punjab, da qual Lahore é a capital, foi palco de ataques nas últimas semanas. Na sexta-feira, paquistaneses furiosos, incluindo alguns que levavam armas, tomaram as ruas da cidade em protesto. Eles reclamavam da disseminação da violência das áreas fronteiriças com o Afeganistão para o centro do país.
As reclamações também recaíram sobre ataques de muçulmanos contra locais sagrados. Sunitas e xiitas não consideram os ahmadis como parte do Islã porque eles não consideram Maomé como o último profeta enviado por Deus. Assim, os ahmadis são alvos de insurgentes islâmicos.
O ataque de quinta ocorreu em um templo sufi, religião antiga, vertente do islamismo, geralmente mais tolerante e não permeada pelo extremismo. A Comissão de Direitos Humanos do Paquistão expressou preocupação pelos ataques e pediu que o governo e os clérigos muçulmanos ajam contra o terrorismo.
Fonte: http://www.estadao.com.br
segunda-feira, 5 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Direitos Humanos - Noticias
Brasília - A Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência do Brasil informou hoje (quinta-feira) que analisará e dará encaminhamento às providências necessárias quando receber oficialmente o relatório da Amnistia Internacional (AI) sobre violações de direitos humanos, que faz várias críticas ao país.
"O Governo brasileiro recebe o documento como um importante instrumento que ajuda a identificar fragilidades na protecção dos direitos humanos por parte do Estado. No entanto, cabe assinalar que o relatório assenta em informações de organismos da sociedade civil, sem que as autoridades públicas tenham sido consultadas sobre sua veracidade", assinalou a SDH.
O órgão lamentou ainda "não ser praxe" do relatório da Amnistia Internacional realçar os avanços obtidos pelos países na promoção aos direitos humanos.
O relatório da AI criticou o Brasil por abusos das forças de segurança, que continuam a praticar, segundo o documento, "execuções extrajudiciais e torturas com impunidade", e pelo sistema de detenção, caracterizado por "condições cruéis, desumanas e degradantes".
"As autoridades continuaram a descrever as mortes cometidas por polícias como 'autos de resistência', em contrariedade às recomendações do relator especial da ONU sobre execuções sumárias, arbitrárias ou extrajudiciais, e em contrariedade ao III Plano Nacional de Direitos Humanos", lê-se no documento.
O levantamento aponta também que povos indígenas, trabalhadores sem terra e pequenas comunidades rurais continuam a ser ameaçados e atacados por defenderem seus direitos fundiários e que defensores dos direitos humanos e activistas sociais têm sido alvos de ameaças e de acusações politicamente motivadas.
Outra crítica é em relação à resistência dos militares quanto à proposta do Plano Nacional de Direitos Humanos de criação de uma Comissão da Verdade e Reconciliação para investigar os abusos cometidos sob o regime militar que vigorou no país de 1964 a 1985.
A Amnistia Internacional reconheceu, entretanto, que os investimentos sociais do Governo Lula da Silva ajudaram a diminuir as desigualdades socioeconómicas do país, cujo papel no mundo foi realçado.
Na avaliação da AI, "a política brasileira de construção de uma aliança Sul-Sul para questionar as antigas estruturas de poder do Norte contribuiu para alterar a política global".
Fonte: http://www.portalangop.co.ao
"O Governo brasileiro recebe o documento como um importante instrumento que ajuda a identificar fragilidades na protecção dos direitos humanos por parte do Estado. No entanto, cabe assinalar que o relatório assenta em informações de organismos da sociedade civil, sem que as autoridades públicas tenham sido consultadas sobre sua veracidade", assinalou a SDH.
O órgão lamentou ainda "não ser praxe" do relatório da Amnistia Internacional realçar os avanços obtidos pelos países na promoção aos direitos humanos.
O relatório da AI criticou o Brasil por abusos das forças de segurança, que continuam a praticar, segundo o documento, "execuções extrajudiciais e torturas com impunidade", e pelo sistema de detenção, caracterizado por "condições cruéis, desumanas e degradantes".
"As autoridades continuaram a descrever as mortes cometidas por polícias como 'autos de resistência', em contrariedade às recomendações do relator especial da ONU sobre execuções sumárias, arbitrárias ou extrajudiciais, e em contrariedade ao III Plano Nacional de Direitos Humanos", lê-se no documento.
O levantamento aponta também que povos indígenas, trabalhadores sem terra e pequenas comunidades rurais continuam a ser ameaçados e atacados por defenderem seus direitos fundiários e que defensores dos direitos humanos e activistas sociais têm sido alvos de ameaças e de acusações politicamente motivadas.
Outra crítica é em relação à resistência dos militares quanto à proposta do Plano Nacional de Direitos Humanos de criação de uma Comissão da Verdade e Reconciliação para investigar os abusos cometidos sob o regime militar que vigorou no país de 1964 a 1985.
A Amnistia Internacional reconheceu, entretanto, que os investimentos sociais do Governo Lula da Silva ajudaram a diminuir as desigualdades socioeconómicas do país, cujo papel no mundo foi realçado.
Na avaliação da AI, "a política brasileira de construção de uma aliança Sul-Sul para questionar as antigas estruturas de poder do Norte contribuiu para alterar a política global".
Fonte: http://www.portalangop.co.ao
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