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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Direitos Humanos

LAHORE - As autoridades do Paquistão disseram nesta segunda-feira, 5, ter prendido 12 pessoas suspeitas de estarem ligadas aos ataques suicidas que mataram 50 pessoas e feriram mais de 200 em um templo na cidade de Lahore, informa a rede de notícias CNN. Armas e munição foram apreendidas durante as buscas em dois bairros da cidade, informou a Polícia.
As autoridades planejam realizar uma reunião emergencial de segurança ainda nesta segunda para discutir maneiras de combater os ataques dos militantes. O primeiro-ministro paquistanês, Sayed Yusuf Raza Gilani, pediu a reunião no sábado, dizendo que o país não pode mais continuar "sofrendo com o terrorismo".
Com as reclamações da população crescendo, os políticos e a Polícia estão sob grande pressão para mostrar resultados da luta contra o terrorismo depois dos ataques de quinta. Na ocasião, dois suicidas detonaram seus explosivos em um templo sufi. Um deles explodiu na parte de fora do complexo, e o outro explodiu no subsolo.
A província de Punjab, da qual Lahore é a capital, foi palco de ataques nas últimas semanas. Na sexta-feira, paquistaneses furiosos, incluindo alguns que levavam armas, tomaram as ruas da cidade em protesto. Eles reclamavam da disseminação da violência das áreas fronteiriças com o Afeganistão para o centro do país.
As reclamações também recaíram sobre ataques de muçulmanos contra locais sagrados. Sunitas e xiitas não consideram os ahmadis como parte do Islã porque eles não consideram Maomé como o último profeta enviado por Deus. Assim, os ahmadis são alvos de insurgentes islâmicos.
O ataque de quinta ocorreu em um templo sufi, religião antiga, vertente do islamismo, geralmente mais tolerante e não permeada pelo extremismo. A Comissão de Direitos Humanos do Paquistão expressou preocupação pelos ataques e pediu que o governo e os clérigos muçulmanos ajam contra o terrorismo.

Fonte:  http://www.estadao.com.br

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